Entenda como o planejamento estratégico ajuda a empresa no final de ano

A atividade empresarial é algo complexo. São vários os fatores a serem levados em conta para que uma empresa tenha sucesso e se mantenha firme no mercado — e um plano bem estruturado de ações é um deles.

O planejamento estratégico é essencial para garantir que o negócio continue crescendo, mesmo com as crises e com a instabilidade da economia. E com o fim do ano se aproximando, renova-se a expectativa de crescimento e aprimoramento do negócio no ano vindouro. Mas esse mérito não é gratuito.

É preciso que seja feito um trabalho direcionado para atingir esse objetivo. Além disso, com o fim de mais um exercício, também é hora de avaliar os erros e acertos da gestão, e verificar o que deve ser mantido e o que precisa ser melhorado no ano seguinte.

Por isso, no post de hoje vamos falar sobre a importância do planejamento estratégico e como ele pode ajudar a sua empresa no final do ano. Acompanhe e confira!

Planejamento estratégico: o que é isso?

Grosso modo, o planejamento estratégico consiste em um conjunto de metas e medidas estruturadas para orientar a gestão empresarial, de modo que a empresa seja exercida de forma profissional e consciente.

Por meio dele é possível antecipar tendências, gerenciar os riscos e otimizar a estrutura disponível, bem como as circunstâncias internas e externas ao negócio.

Gerenciar uma empresa, de fato, é uma atividade complexa e organizada, desenvolvida de forma estruturada e profissional para a produção, circulação ou venda de determinados produtos ou serviços.

Assim, ela deve ser exercida com seriedade e profissionalismo, e o gestor deve evitar condutas amadoras ou despreparadas.

Segundo informação colhida no site do SEBRAE, milhares de novas empresas são criadas anualmente no Brasil, mas poucas delas conseguem sobreviver às oscilações próprias do ambiente econômico. A maioria não passa do primeiro biênio de atividade.

Isso alarma para um dado relevante: a atividade empresarial no Brasil ainda é exercida de forma despreparada e desorganizada. Falta mais seriedade e profissionalismo na gestão organizacional brasileira.

Para o negócio ter chances concretas de êxito, é necessário que seja feito um estudo das particularidades do seu segmento, das necessidades e demandas do mercado, dos recursos internos e do panorama externo.

Em outras palavras, isso significa planejar-se estrategicamente.

O empreendedor deve ter clareza dos objetivos que pretende atingir com o negócio e, a partir disso, deve definir quais serão as técnicas ou estratégias que vai utilizar para alcançá-los. Periodicamente, contudo, é preciso avaliar o desempenho do plano e corrigir eventuais erros ou desvios.

Como fazer um planejamento estratégico

Bom, agora que você já sabe o que é um planejamento estratégico, vejamos mais concretamente como montá-lo para a sua empresa:

Comece definindo onde quer chegar – sua Visão de Futuro

A primeira medida de qualquer planejamento estratégico é a definição da Visão. Afinal, não se pode começar uma caminhada sem antes saber onde se pretende chegar.

E se a Visão é definida após análise do ambiente, ela poderá ser limitada pelas próprias condições ambientais encontradas. Porém, o papel da Visão é exatamente o de inspirar a empresa para chegar a outro patamar. 

Faça uma análise interna e externa do ambiente

Com a Visão pré-definida, faça uma análise interna da empresa. Avaliar quais são as forças e fraquezas inerentes ao seu empreendimento e ao seu ramo de atuação, pessoal, tecnologia, instalações, “know-how” etc.

Analise também o ambiente externo no qual a empresa está inserida, observando: economia, políticas governamentais, novas tecnologias, políticas de fornecedores, concorrência, tamanho do mercado. Com isso, identifique oportunidades e ameaças.

A partir disso, deve-se definir meios de minorar esses problemas e evidenciar os pontos fortes e oportunidades da organização. E se os pontos fracos e ameaças devem ser aprimorados, as vantagens internas devem ser ainda mais destacadas.

Defina os poucos itens vitais – Políticas ou Diretrizes Anuais

Com base na análise do ambiente que valida a Visão já definida, é fundamental levantar os itens críticos, poucos itens vitais, que precisam ser tratados no ano para tornar a empresa mais competitiva, gerando crescimento e sobrevivência do negócio.

Desdobre as diretrizes em metas e estratégias (meios)

As metas são justamente isto: os objetivos que o empreendedor deseja alcançar com o negócio, estruturados em números e datas. Mas elas têm que ser razoáveis, possíveis e desafiadoras. Só assim poderão cumprir o seu papel no plano de maneira eficaz.

Após definir os objetivos que você pretende alcançar com o negócio em metas, o próximo passo é definir as estratégias que deverão ser utilizadas para atingir aquelas metas.

Aqui, por estratégia, entenda-se a habilidade de desenvolver técnicas ou ações para chegar a meta. Assim, no ramo empresarial, essas táticas devem ser pensadas visando economicidade e agilidade. Afinal, a empresa não tem tempo a perder.

Essa é a principal etapa do planejamento estratégico, em que o gestor definirá os caminhos que vai percorrer para concretizar as metas fixadas.

Monitore os resultados

Pouco adianta estudar o ambiente interno, externo e definir metas e estratégias, se as ações tomadas e seus resultados não forem constantemente acompanhadas para se verificar sua assertividade e eficiência.

Nesse sentido, essa fase servirá de termômetro para o gestor avaliar a eficácia dos resultados (metas foram cumpridas?) e a eficiência das suas estratégias (as ações planejadas foram realizadas?).

Esse monitoramento ou checagem deve ser tomado com uma periodicidade definida (a cada trimestre, no mínimo). O ideal é que a avaliação seja feita em períodos menores que um ano, para não comprometer o resultado pretendido pela empresa.

Corrija eventuais falhas

Também não se pode deixar de estabelecer meios de correção quando ocorrerem os problemas que são as diferenças entre o planejado e o realizado.

É preciso conhecer os erros e suas causas para saber a melhor forma de corrigi-los. Ainda assim, não basta saber o que precisa ser aprimorado — é necessário praticar ações concretas, para retomar o crescimento e melhorar os resultados.

A importância do plano estratégico no final do ano

Ter um bom plano estratégico, além de ser elementar para o desenvolvimento e crescimento empresarial, ainda pode ajudar o gestor a avaliar os prós e os contras da sua gestão em determinado ano.

Sabendo-se, claramente, quais foram os objetivos traçados para aquele exercício, pode-se verificar com mais segurança e confiabilidade se os resultados visados foram atingidos — ou, caso não tenham sido, quais foram os erros que impediram o êxito esperado.

Mas aqui vale uma ressalva: se a gestão empresarial padeceu de vícios, e esses não foram corrigidos a tempo, isso significa que o próprio plano estratégico falhou.

Como já falamos, uma das etapas de um planejamento estratégico empresarial eficaz é, justamente, a avaliação periódica das ações tomadas e a forma de corrigir eventuais erros ou desvios.

Assim, é preciso deixar claro que os problemas são inevitáveis, mas uma gestão preparada e bem estruturada, certamente, terá muito mais facilidade em contorná-los e em apresentar soluções eficientes para as demandas surgidas no dia a dia da empresa. E elas não são poucas.

Como vimos, a empresa é uma atividade de risco, e é preciso mais que um sonho audaz do empreendedor para que ela vá adiante. Por isso, para atingir o sucesso, não basta contar com a sorte. É preciso traçar planos concretos e avaliar qual é a melhor forma de executá-los.

Todo negócio sempre terá os seus prós e contras, forças e fraquezas; não existe empreendimento perfeito ou completamente seguro. É preciso, portanto, saber lidar com as adversidades do caminho e reconhecer as fragilidades próprias da organização ou do segmento, bem como os seus pontos fortes.

Até porque ninguém é capaz de alçar um voo alto e bem-sucedido sem antes conhecer bem o terreno, não é mesmo? Então, por que não começar agora mesmo a planejar as suas metas para o próximo ano? Boa sorte — ou, melhor, bom trabalho!

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