Você é um líder ou chefe? Descubra!

Qual é o seu paradigma de liderança? Você é um líder ou chefe? Responder a essas perguntas é muito importante, pois o conceito mudou nos últimos anos, o que exige atenção constante dos gestores de Recursos Humanos para a formação e a conscientização de lideranças efetivas.

Quando o papel da liderança está desalinhado com as novas exigências do cargo, os colaboradores não possuem satisfação em trabalhar. Talvez, por necessidade ou por acomodação, continuam na empresa, mas falta motivação, entusiasmo, objetivo individual e coletivo para sair em busca de novos desafios.

Assim, em qualquer trabalho, seja ele um projeto, empreendimento ou processo, a liderança percorre 4 grandes etapas, que levam ao sucesso ou ao fracasso no desenvolvimento de pessoas.

De acordo com o paradigma que temos de liderança (você é um líder ou chefe?), essas etapas poderão ser vencidas de forma mais ou menos produtiva e positiva.

O percurso da liderança nas 4 etapas de condução do trabalho de suas equipes

1. O líder na etapa de planejamento do trabalho

Nesta etapa, o líder define claramente os objetivos a serem alcançados, envolve as pessoas, debate suas ideias, estimula a participação, ouve e acata sugestões. Com isso, ele investe mais tempo planejando, porém, o plano é mais consistente e capaz de engajar melhor a equipe.

Um elemento-chave de um líder é a capacidade de aproveitar os talentos para alcançar os objetivos comuns nos projetos da organização. Por isso, o líder é o guardião do desenvolvimento da equipe e sabe usar seu conhecimento para encorajar as pessoas a oferecerem o melhor de si.

Já o chefe, faz tudo sozinho, é o sabe tudo, não envolve a equipe, se sente o dono da situação. Literalmente, ele gasta menos tempo nesta etapa, mas não envolve ninguém e segue suas próprias ideias, desestimulando os colaboradores, o que contribuiu para um baixo nível de motivação e engajamento entre os profissionais do time.

Além disso, o chefe tem uma necessidade enorme de autoafirmação — testa a capacidade das pessoas e sempre considera as iniciativas dos seus subordinados aquém da sua liderança. É um verdadeiro detonador de autoestima e compromete, com isso, os resultados da equipe.

2. A etapa de desenvolvimento e execução do plano

Aqui, o líder treina o time para focar na execução do plano, e trabalha para ajuda-lo na resolução daquelas lacunas que ainda não foram preenchidas. Ele age na retaguarda técnica da equipe, atuando como um orientador e treinador, mas sem fazer o trabalho das pessoas. Ele continua a manter o engajamento e o empoderamento dos funcionários.

Ele também zela pela comunicação e relacionamentos entre todos do time, e apoia o seu desenvolvimento, incentivando seu potencial máximo.

O chefe ignora a fase de treinamento, enxerga que isso é perda de tempo, manda as pessoas executarem, sem orientá-las no que necessitam. Ele manda, corre feito um louco de um lado pra outro e, muitas vezes, assume a posição do colaborador, fazendo por ele. Ele gasta muita energia agindo assim, estressando a si próprio e a equipe.

O chefe sobrecarrega a sua equipe sem considerar o bem-estar dela. Muitas vezes, não considera o quanto um colaborador já está atarefado, e cria ainda mais trabalho e dificuldades para o empregado.

3. A mensuração dos resultados

O líder verifica o planejado X realizado e observa que os resultados foram alcançados em grande parte, com muitos acertos, qualidade e produtividade, já que, na fase de planejamento, contou com o apoio da equipe para gerar ideias, na fase de execução, contou para fechar as lacunas e, assim, poder executar um plano mais coerente e com baixo risco de erros.

O chefe, por sua vez, constata que o realizado está muito distante do planejado o que acaba reforçando a sua ideia de que as pessoas não são capazes de fazer nada com excelência. Ele continua reclamando com todos a sua frente.

Para justificar sua inabilidade, por vezes, chama a atenção de funcionários na frente da equipe, constrangendo a todos. Quando vê que esse tipo de atitude não é suficiente para justificar a falta de sucesso e a sua dificuldade como gestor, se vê pressionado e demite algum integrante da equipe, colocando nele a culpa pelo fracasso do plano.

O chefe, diferentemente do líder, faz questão de não tomar as devidas responsabilidades do plano para si, quando as situações não saem como ele esperava, provocando um mal-estar geral na equipe.

4. O momento de agir para corrigir falhas

Nesta etapa, o líder estimula a equipe a pensar sobre as causas das falhas, fazendo-a desenvolver o raciocínio de causa e efeito para aprender com os erros. Como estes foram poucos, esta etapa é muito curta, compensando o tempo utilizado durante o planejamento.

Em contraponto, neste estágio, o chefe está cada vez mais desanimado com o baixo resultado, sem se comunicar adequadamente com a equipe, sem explicar nada, o que desmotiva ainda mais os colaboradores, acarretando um baixo desempenho do time.

Além disso, esta etapa e a anterior são muito mais longas para um chefe, consumindo boa parte dos recursos de tempo e dinheiro que ele tentou poupar na etapa de planejamento e ainda gerou mais custos, uma vez que os retrabalhos e refugos aparecem nas etapas de mensuração dos resultados e na correção de falhas.

O líder cria valor para todos com quem se relaciona e estimula uma constante evolução da equipe, por meio de características, como: a capacidade de concretizar sonhos, a visão de longo prazo, a coragem e responsabilidade para honrar compromissos e a capacidade de mobilização do time.

Agindo como um líder, o gestor envolve as pessoas no planejamento, desenvolve a equipe para assegurar o cumprimento do plano e os resultados são mais positivos — mais qualidade, menos perdas, mais produtividade e maior engajamento.

Atuando simplesmente como chefe, aquele que julga saber de tudo, pensa sozinho, não orienta, não acredita nas pessoas, o resultado é catastrófico  — custos, perdas, medo, desmotivação e total desengajamento.

Capital humano X liderança

Negócios são feitos por pessoas que, além de seguirem uma lógica racional e serem propensas a reagir a incentivos financeiros, decidem, também, a partir de seus valores e de suas emoções.

Por isso, para liderar pessoas, é essencial que o líder seja uma referência para os funcionários e conquiste continuamente a admiração genuína e respeito da equipe, aproveitando os diversos talentos dos colaboradores para alcançar um objetivo comum: o sucesso do negócio para o qual todos trabalham aliado a promoção de um ambiente de trabalho digno, harmonioso, respeitoso e que gere bem-estar.

Diante desse panorama, retornamos a pergunta: qual é o seu paradigma de liderança? Você é um líder ou chefe? Qual tipo de liderança atua na sua empresa? Deixe seu comentário conosco!

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MARIA ELIZA DE OLIVEIRA DUANE

Oi, muito legal o post!

Que bom que você gostou Maria Eliza! Fique à vontade para sugerir outros assuntos do seu interesse. Podemos escrever sobre eles no Blog ou lhe enviar conteúdo exclusivo, após o seu cadastro nos nossos contatos, ok? Abraço e bom final de semana!

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